A gente complica demais a vida com as pequenas preocupações. A preocupação gera ansiedade, a ansiedade gera sofrimento, o sofrimento gera sentimento ruim e negativo, o sentimento ruim e negativo gera dor, a dor gera lágrima, a lágrima gera melancolia, a melancolia gera tristeza, a tristeza gera solidão, a solidão gera ferida, a ferida gera cicatriz, a cicatriz gera mágoa, a mágoa gera um buraco escuro dentro da alma. É um ciclo sem fim e só quem pode cortá-lo é você mesmo.
Ninguém disse que é fácil romper ciclos e fazer mudanças definitivas. O processo é longo, o trabalho é árduo e muitas vezes doloroso. Você está condicionado a agir de uma determinada forma durante um determinado tempo. Não é simples pegar uma tesoura e cortar todos os males e medos pela raiz. Se assim fosse os divãs não estariam sendo disputados a tapa.
Temos que aprender que a vida é para ser simples e boa. Sem tanto rancor, sem tanta revolta, sem tanta disputa. Há muito para conhecer, há tanto para aprender, há inúmeras formas de trocar um pensamento ruim por um bom. Quando algo que você não quer surgir na sua mente modifique na hora esse pensamento. Não dê corda, trela ou faça sala para ele, senão você sabe: ele chama toda a família para passar uma temporada na sua cabeça. E ninguém precisa conviver com um time de antipáticos fazendo farra, falando alto e tirando o seu sossego.
Só porque uma coisa não aconteceu da forma que você queria não quer dizer que ela não seja positiva e traga bons ensinamentos. A gente aprende com tudo que acontece, por mais que agora você acredite que esse perrengue todo é terrível, que você está sofrendo por demais, que sua vida está um lixo. Espere, respire, inspire, transpire, faça uma imersão nessa loucura, nesse desgaste, nessa dor, nessa onda forte. Depois você vai olhar para trás e perceber que sobreviveu, saiu mais forte, é valente, corajoso, tem fibra, garra e é capaz de superar qualquer dificuldade.
Nada é tão difícil quanto se apresenta num primeiro momento. E tudo, tudo tem um jeito. Mas entenda: nem sempre é o seu jeito. A gente vai se adaptando ao que a vida nos apresenta. Só que a escolha sempre será minha, sua ou nossa. Isso ninguém nos tira." — Clarissa Corrêa.
terça-feira, 11 de novembro de 2014
Momentos só meus
Amor não é barganha. Você não liga só porque ela ligou, você não vai até ele só porque da última vez foi o contrário, você não espera para dizer que gosta só pra não parecer vulnerável. Você faz o que seu coração tem vontade, única e exclusivamente, porque assim você deseja. E só. A gente não pode fazer muita coisa pela reciprocidade do outro, mas pela nossa a gente pode e deve sim, fazer tudo que traz paz para o nosso coração. Se todo mundo soubesse o tempo de carinho, cuidado e afeto que se perde barganhando minúcias dentro de um relacionamento as pessoas abraçariam mais o livre arbítrio e arcariam de mente aberta e essência tranquila, com as consequências de suas próprias escolhas. Se não está disposto a correr riscos não desafie o outro para jogar. A gente pode cair sim, se machucar sim, literalmente ganhar um tapa na cara do universo sim, cada vez que resolve alimentar um sentimento abstrato como o amor. Mas mergulhar pela metade numa jornada que te pede inteira, só gera frustração e carência.
Amor é um ato de fé. Ou você doa de graça, de bom grado, de coração e alma lavados para o outro ou, com o perdão da palavra, você não tem merecimento para viver o sentimento de forma plena. Claro que tudo que a gente precisa de uma pessoa que nosso coração escolheu se apaixonar é o mínimo de retorno. Mas não dá pra barganhar uma troca. A gente abre portas e janelas na esperança de que o outro venha com as flores e as cortinas. Se vier ótimo, deixe os passarinhos entrarem. Se não vier, isso não deve ser motivo para não decorar sua morada. Feliz é quem aceita que o amor começa dentro da gente. Sem criar expectativas, sem cobrar desnecessariamente, sem fazer “mimimi” por um mero ponto equivocado dentro de um parágrafo recheado de pequenas delicadezas.
A melhor metade do amor a gente demonstra justamente na hora que “falha” a reciprocidade do outro. Se ele estiver muito cansado para sair vá até ele, se ela estiver indisposta em fazer o jantar tome as rédeas e peça um sanduíche, se ele não te ligou depois do primeiro encontro honre seu poder de escolha, sua autossuficiência e seu batom vermelho escarlate e faça o contato. Discernimento para diferenciar indiferença de descuido. Coragem para guardar o ego, o apego e aquela vontade tentadora de “chegar em primeiro lugar”, em um cantinho bem escondido da nossa alma. E muita fé, para acreditar que onde a gente deposita nossa vivência alguém transformará nossa prece em disponibilidade, respeito e merecimento. Assim seja.
Amor é um ato de fé. Ou você doa de graça, de bom grado, de coração e alma lavados para o outro ou, com o perdão da palavra, você não tem merecimento para viver o sentimento de forma plena. Claro que tudo que a gente precisa de uma pessoa que nosso coração escolheu se apaixonar é o mínimo de retorno. Mas não dá pra barganhar uma troca. A gente abre portas e janelas na esperança de que o outro venha com as flores e as cortinas. Se vier ótimo, deixe os passarinhos entrarem. Se não vier, isso não deve ser motivo para não decorar sua morada. Feliz é quem aceita que o amor começa dentro da gente. Sem criar expectativas, sem cobrar desnecessariamente, sem fazer “mimimi” por um mero ponto equivocado dentro de um parágrafo recheado de pequenas delicadezas.
A melhor metade do amor a gente demonstra justamente na hora que “falha” a reciprocidade do outro. Se ele estiver muito cansado para sair vá até ele, se ela estiver indisposta em fazer o jantar tome as rédeas e peça um sanduíche, se ele não te ligou depois do primeiro encontro honre seu poder de escolha, sua autossuficiência e seu batom vermelho escarlate e faça o contato. Discernimento para diferenciar indiferença de descuido. Coragem para guardar o ego, o apego e aquela vontade tentadora de “chegar em primeiro lugar”, em um cantinho bem escondido da nossa alma. E muita fé, para acreditar que onde a gente deposita nossa vivência alguém transformará nossa prece em disponibilidade, respeito e merecimento. Assim seja.
Untitled
A moeda, que ainda segue otimista mesmo com todos os percalços que aparecem pelo caminho. Fé de gente. Inconsciente, inconsequente, subjugada. Fé de quem ainda nem descobriu o significado desta palavra no meio da travessia. Acho que a gente anda tão acostumado com a frieza e a distância cada dia maior das relações interpessoais, que se esquece de que tudo na vida, principalmente o amor, é uma escolha. Barganhar retorno de um sentimento que deveria ser fornecido de graça é perder a fé em si mesmo, no seu potencial dentro de um relacionamento e no amor em si, que ó, tem que vir por merecimento não por obrigação.Mania feia que a gente tem de barganhar. Na maioria das vezes são coisas bobas, mínimas, como de quem é a vez de fazer o jantar, quem liga primeiro depois de um encontro, quem busca quem para sair. Coisas que seriam facilmente resolvidas com um pingo de desapego. Infelizmente, a mídia, as redes sociais, a revista da fila de espera do dentista, a novela das 8 e o programa de rádio, pregam uma “verdade absoluta” de que as pessoas tem que se fazer de difíceis, que a outra metade tem que correr atrás para demonstrar seu valor, que pessoas que adiantam o primeiro passo têm caráter duvidoso e mais um bilhão de baboseiras que muitos tomam para si, tornando isso regra total e irrestrita de vida. O resultado são relacionamentos turbulentos, romances unilaterais, carência, descaso e ao invés de se afastarem definitivamente, vão de encontro direto a tão temerosa solidão.
Texto- Teste
"Com alguma dificuldade, percebo que a vida nem sempre sai conforme o planejado e que frequentemente o que foi programado precisa sofrer pequenas modificações. Então me pergunto: será que as coisas serão sempre assim ou um belo dia tudo vai se resolver conforme eu espero? Outra pergunta chega correndo, descabelada e esbaforida: quem disse que o que eu espero é realmente o melhor pra mim? Quem disse que é o que preciso? Mas eu não sou a pessoa certa para saber o que preciso? O que eu preciso deve estar bem claro na minha mente. Mas será que sei realmente o que preciso? A gente muda tanto e o tempo todo. O que eu jurava que precisava no ano passado hoje é simplesmente purpurina jogada no meio da rua. O que eu tenho certeza que preciso hoje provavelmente vai ser um grão de areia no meio do Saara amanhã. Mudamos, ainda bem. Nos reformamos, ainda bem. Evoluímos com alguma dificuldade, ainda bem.
Como você pode ver, a vida nada mais é que um emaranhado de questionamentos. E a maioria deles fica sem resposta, nossa maior missão é tentar encontrar algo que faça sentido no meio desse turbilhão de emoções, acontecimentos, anseios e metas. Sigo na busca, sigo na luta, sigo na lida. Espero que em breve as respostas parem de se esconder de mim." — Clarissa Corrêa.
Como você pode ver, a vida nada mais é que um emaranhado de questionamentos. E a maioria deles fica sem resposta, nossa maior missão é tentar encontrar algo que faça sentido no meio desse turbilhão de emoções, acontecimentos, anseios e metas. Sigo na busca, sigo na luta, sigo na lida. Espero que em breve as respostas parem de se esconder de mim." — Clarissa Corrêa.
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